terça-feira, 16 de agosto de 2011


A DONA DO CEMITÉRIO
Pequena história juvenil
Esta história é sobre Teca e Lino. Eles resolveram pregar um susto na sua turma de amigos no dia do Halloween. Todos moravam no mesmo bairro numa rua cheia de árvores muito antigas, altas e assustadoras à noite. Sabiam muito bem disso quando resolviam andar de bicicleta quando escurecia. A mais medrosa era a Paulinha ,porque era a menor, Teca e Lino eram valentes e metidos a inteligente, Samanta e greg gostavam de aventuras e sensação de perigo, mas o máximo que faziam era andar de bicicleta de noite e ir a toda a velocidade e travar bem na beira de um barranco que existia no final da rua, se caíssem de lá, certamente ficariam super esfolados e podiam até quebrar a cabeça oca: – dizia Paulinha.
Uma semana antes da festa das bruxas que eles comemoravam como os americanos, se vestindo de monstros e passando nas casas da rua falando: - doçuras ou travessuras e ganhando um monte de doces sempre. Teca teve uma idéia para mudar um pouco a noite do halloween que para eles já era uma sensação. Havia um cemitério próximo a rua em que moravam, depois do barranco. Lá morava uma mulher que cuidava do lugar. Teca propôs a Lino: - Que tal irmos até lá pedirmos doçuras? Ele se arrepiou com a idéia ,mas não quis demonstrar para uma menina. Achava que aquela mulher que ninguém via durante o dia, só a noite, era uma alma penada. Teca disse mais: - vamos colocar no roteiro de casas a visitar a casa da zeladora do cemitério, vai ser muito emocionante. Eu vou lá falar com ela antes do dia e tu vai comigo certo? Assim preparamos tudo com bastante antecedência. Lino arregalou o olhos imaginando tudo aquilo, ir na casa da mulher fantasma, falar com ela, provavelmente teriam que ir de noitezinha... ficou em pânico, mas não iria "arregar" para aquela guria.
No outro dia às seis horas da tarde Teca apertou a campanhia da casa do Lino, ele sabia que era ela e ficou fazendo de conta que não escutou o som da porta, até que sua mãe gritou: - Lino vá atender a porta. Ele foi arrastando os pés e puxou a porta que parecia ter ficado muito pesada. Teca entrou sem ser convidada dizendo que esperariam mais um tempo, porque ainda não tinha escurecido. Que tal se andassem um pouco de bicicleta e depois iriam lá. Ele concordou pensando que aquela guria só podia ser meio louca, mas ele não ia dar uma de medroso perto dela. Até a bike parecia mais pesada quando carregou para a rua. Samanta, greg e Paulinha chegavam na frente da casa de Lino com suas bikes e todos resolveram dar umas voltas. Teca combinou de despistá-los quando fossem executar a missão. Lino balançou a cabeça concordando. Achava que estava parecendo um zumbi, sem vontade própria.
Fizeram várias voltas até despistarem os outros e quando chegaram perto do barranco desceram das bicicletas e deixaram ali, seguiram à pé até o lugar pouco iluminado. Viam luz na casinha, mas antes de chegarem lá tinham que passar entre os túmulos do pequeno cemitério. Lino já estava dando meia volta quando teca puxou seu braço. Ele virou rápido porque não sabia se era mesmo ela naquela escuridão. Ela começou a andar levando ele pelo braço. Disse: - não tenha medo, mas aquela voz não parecia com a dela e aquela mão estava muito gelada. Lino começou a tremer sem parar e a voz repetiu: - Não tenha medo. Quis se soltar mas a mão parecia de aço e apertava muito forte.
Chegaram na frente da casinha e a porta abriu antes que batessem, Lino não tinha coragem de olhar para a amiga. A casa estava vazia, sem se quer um móvel. Ouviram passos que vinham dos fundos da casa, havia um barulho que parecia um chiado. Os passos entraram na casa. Lino ficou congelado e achava que Teca estava possuída, portanto, ele estava frito. Viram o vulto preto meio luminoso aparecer na sala, antes das luzes apagarem, depois conseguiram ver só a figura fosforescente andando na sua direção. Foi quando Lino descongelou e Teca se despossuiu, porque eles correram tanto que nem lembraram das bicicletas quando passaram pelo barranco. Não olhavam para trás, mas sentiam que algo os perseguia, não por terra, havia um espectro luminoso no ar.